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domingo, 27 de novembro de 2011

John Alves (sem camisa) tumultuou a sessão ao tirar a camisa.


Maringá não tem vereador de cuecas, mas...


O vereador John Alves (PMDB) tirou a camisa durante a sessão da Câmara de Maringá desta quinta-feira (29) após o presidente da Casa, Mário Hossokawa (PMDB), solicitar a sua saída do plenário por não estar trajado adequadamente. O peemedebista foi à sessão vestindo camiseta rosa, calça jeans e tênis tentar impedir a votação da revogação do polêmico artigo 39 das Casas Geminadas. O tumulto levou a suspensão da sessão.
Na terça-feira (27), John Alves conseguiu as assinaturas necessárias para que o Projeto de Lei Complementar (PLC) que revoga o artigo 39 – que prevê o cadastramento de interessados na construção das geminadas em loteamentos com área menor que 400 m2, em loteamentos aprovados até 2009 – tramitasse em regime de urgência.
John Alves (sem camisa) tumultuou a sessão ao tirar a camisa.
O projeto deveria ser protocolado até as 14h desta quinta-feira para ser votado em primeira discussão ainda hoje. Na manhã desta quinta-feira, John Alves voltou atrás e encaminhou um ofício à Mesa Diretora solicitando o arquivamento do pedido de urgência, que foi negado diante da recusa dos demais vereadores de retirarem as assinaturas.
John Alves, que havia alegado motivos pessoais para não comparecer a sessão desta quinta-feira, chegou após o início da sessão trajando camiseta e calça jeans e ocupou a sua cadeira. De acordo com o regimento interno da Câmara, os vereadores do sexo masculino são obrigados a vestir paletó ou similar e gravata.
Hossokawa pediu que John Alves se retirasse do plenário e, diante da recusa, disse que não permitiria que o colega votasse. Os dois iniciaram uma discussão que acabou envolvendo outros vereadores. Em meio ao tumulto, o vereador ameaçou tirar a roupa e o presidente da Câmara suspendeu a sessão.

sábado, 17 de setembro de 2011

Sarney deve guardar muitos segredos.

Gastão, nome de sortudo, mas...



Gastão Vieira. Mais uma indicação do todo poderoso José Sarney. Entra no lugar de outro indicado por Sarney: Pedro Novais que caiu ontem à noite do Ministério do Turismo. O que faz um coronel ter tanta força no plano nacional? A pergunta não é estranha. Coronel tem poder regional, em seu curral eleitoral. Mas Sarney deve guardar muitos segredos.
Mas pode existir algum maquiavelismo nesta história. Vejamos. Os também cotados eram Manoel Júnior (PB), Marcelo de Castro (PI) e Leonardo Quintão (MG).

De longe, o maior poder de fogo eleitoral estaria em Minas Gerais, embora sem padrinhos muito fortes. Quintão já havia sido indicado para ser ministro quando da primeira composição do ministério de Dilma. Se não foi indicado é porque é pedra no sapato da aliança PT-PSDB nas eleições de 2012 (para a capital mineira). Assim, PMDB deve disputar, ao que tudo indica, a prefeitura de BH, concorrendo contra a chapa PT-PSB. O que dá certo fôlego aos tucanos mineiros (que podem valorizar a aliança com a chapa petista-socialista).

Também podemos ter um jogo de cartas marcadas, em que todos torcem para mais um fracasso nas indicações de Sarney. É uma possibilidade remota, mas não seria estranho que Gastão, mesmo tendo nome de sortudo, acabe caindo no início do próximo ano, levando consigo mais um pedaço do poderio dos Sarney. Sem confronto aparente.

Gastão é deputado federal desde 1995. É advogado e atua nas áreas da educação e planejamento  (foi secretário de educação e secretário de planejamento do Maranhão, se licenciando da Câmara Federal; além de ser membro de comissões destas duas áreas na Câmara Federal). Foi líder do bloco PMDB-PFL (1988) e vice-líder do PMDB (2005 e 2011).